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O Yoga e a medicina Ayurveda são ciências irmãs da tradição védica hindu que visam o equilíbrio do corpo e da mente.


O Yoga e a medicina #Ayurveda são ciências irmãs da tradição védica hindu que visam o equilíbrio do corpo e da mente. A Ayurveda ensina a equilibrar o corpo e a estabilizar a mente através de técnicas de limpeza interna, práticas de purificação, hábitos alimentares saudáveis e rotinas adequadas a cada tipologia ou dosha. O #Yoga consolida as práticas da Ayurveda trabalhando a estabilidade, resistência e flexibilidade do corpo e da mente usando técnicas bioenergéticas.


Ayurveda, Yoga e o pós-parto

O trabalho de parto existe uma enorme força de movimento e de mudança que leva ao aumento do dosha Vata.

Segundo a Ayurveda existem 3 #doshas: Kapha, Vata e Pitta. Um dosha é o tipo de corpo, e para encontrar a origem profunda dos tipos de corpo, a Ayurveda olha para o ponto de encontro entre mente e corpo. Sempre que se dá um evento na mente, dá-se um evento correspondeste no corpo. O Kapha controla a estrutura, o Pitta controla o metabolismo e o Vata o movimento.


Durante o trabalho de parto existe uma enorme força de movimento e de mudança que leva ao aumento do dosha #Vata. O espaço vazio no útero materno, que subitamente é deixado para trás pelo bebé e pela placenta logo após o nascimento são, também, um fator muito importante do aumento de Vata que está relacionado com o elemento ar. No pós-parto a mulher sente-se desenraizada, consequência habitual do aumento súbito de Vata, por isso esta precisa de cuidado, calor e carinho para pacificar o dosha exacerbado.


No pós-parto

No pós-parto a mulher sente-se desenraizada, consequência habitual do aumento súbito de Vata, por isso esta precisa de cuidado, calor e carinho para pacificar o dosha exacerbado..”

Nas 6 semanas após o nascimento do bebé, ocorrem no corpo da mãe mudanças intensas, por vezes severas (passagem de grávida a lactante), a mulher está numa fase especialmente vulnerável tanto a nível físico como mental e também espiritual. Toda a nutrição, cuidado e amor que a mãe recebe é naturalmente retribuído em amor, atenção, cuidado e proteção ao recém-nascido e a toda a família em redor. Neste sentido a medicina milenar indiana considera que durante o parto também é dada à luz uma nova mãe, delicada e sensível tal como o seu bebé recém-nascido, e por isso, a mãe deve ser a grande prioridade. Contrariamente ao que acontece no ocidente, em que o foco total é colocado no bebé, a depressão pós-parto tornou-se mais comum do que deveria pois não se tem em conta que o bem-estar e cuidados do bebé recém-nascido dependem quase na totalidade do bem-estar físico e do equilíbrio mental e emocional da mãe.


Um Vata desequilibrado pode apresentar como sintomas, a insónia, problemas na lactação, obstipação, pele seca e articulações secas e doridas. Sensação de frio, indigestão e cólica. A nível mental pode se instalar na mãe e dominar esta pelo medo, a confusão e por fim pode-se instalar uma depressão pós-parto. Restaurar os doshas possibilita a mãe que o seu sistema mente-corpo se encontre em equilíbrio, esteja saudável e em evolução acompanhado esta fase de grandes alterações.


É fundamental nesta fase dar foco a mãe e a prevenção do desequilíbrio do Vata. É fundamental que a mãe seja cuidada e cuide através da nutrição ayurvédica, mantenha estilos de vida saudáveis, pode recorrer a fitoterapia, ter muita atenção ao autocuidado não o vendo como não sendo uma prioridade, praticando Yoga pós-parto (posturas e alongamentos), meditação e terapias corporais.


Uma prática de Yoga para equilibrar o dosha Vata deve ser particularmente calma, lenta e estável. Deve ser dada, por isso, primazia as posturas de permanência e evitar tipos de práticas mais dinâmicas e com movimento, como é o caso do Vinyasa Yoga. Devem ser realizadas posturas que promovem o enraizamento de forma a contrariar o excesso de movimento. A praticante deve manter-se focada nas permanências e transitar entre posturas de forma lenta e consciente. Ter em conta que existem determinadas posturas contraindicadas no pós-parto, face a possibilidade da existência de uma alteração da postura e do alinhamento da coluna vertebral (hiperlordose ou lombalgias) e do afastamento dos músculos abdominais (diástase abdominal).


NAMASTÊ



Uma prática de Yoga não é uma terapia. A prática de Yoga não inviabiliza um seguimento médico e/ou terapêutico em nenhuma circunstância.

Antes de iniciar qualquer atividade física confirme junto do seu médico ou obstetra.

 
 
 

Enquanto a respiração for irregular, a mente permanecerá instável; quando a respiração se acalmar, a mente permanecerá imóvel e o yogi conseguirá a estabilidade"


Hatha Yoga Pradipika II. 2



Benefícios da respiração abdominal

Este Pranayama (Adhama Pranayama) ocorre naturalmente nos bebés e muitas vezes quando estamos a dormir. A respiração baixa induz uma maior tranquilidade emocional e mental. Permite-nos auto transportar para o momento presente, aliviando sintomas de stress e ansiedade. Deixa-nos em poucos minutos mais calmos e racionais.



Deite-se confortavelmente

Coloque-se em decúbito dorsal (barriga para cima). Flicta as suas pernas colocando a sola dos pés em contacto com o tapete/cama e os pés afastados um pouco mais que a largura das ancas. Una os joelhos para desta forma não exercer esforço a manter as pernas nesta posição.


A sua zona lombar ficará a tocar na superfície onde se encontra deitado/a. Pode colocar almofadas por baixo da cabeça ou pescoço para aumentar o conforto. Manter os olhos fechado e as mãos quietas vai permitir que ocorram efeitos sobre as suas ondas cerebrais produzindo resultados mais relaxantes.



Tome atenção à sua respiração

Respire pelo nariz, se por algum motivo isso não for possível respire pela boca mantendo os lábios ligeiramente separados. Respire sem esforço e de forma natural. Relaxe os músculos do rosto e de todo o corpo enquanto vai respirando progressivamente de forma mais suave.


A respiração, nesta postura deverá naturalmente ser direcionada para a zona abdominal. Pode colocar a sua mão sobre a barriga, logo acima do umbigo, ou colocar um objeto leve nessa zona e desta forma ter uma maior perceção da subida e descida do abdómen a cada inspiração e expiração respetivamente. Atenção esta subida e descida da zona abdominal não deve de ser exagerada.


Quando se sentir preparada/o conte quantos segundos demora a a encher os pulmões e na próxima expiração faça-o no dobro desse tempo. O objetivo é que a expiração seja sempre mais longa que a inspiração, se possível, pelo menos, o dobro do tempo.



Pode sentir algumas dificuldades

Elevados níveis de stress podem dificultar uma respiração natural devido a tensão muscular existente em torno dos músculos respiratórios. Se assim for, ao prolongar este exercício por maior espaço de tempo vai permitir que estes músculos vão relaxando progressivamente.


Pode sentir algum desconforto ao início como se a respiração abdominal não fosse natural necessitando de fazer algum esforço. Pode também sentir alguma preocupação em se está a executar o exercício de forma correta ou não.


Lembre-se julgar-se vai aumentar ainda mais o seu stress, por isso não se julgue, siga as indicações e pacientemente com tempo e calma conseguirá relaxar e obter os benefícios deste exercício.


Boas práticas

Namastê!

 
 
 

© 2023 por Vânia Carranca, Yoga Pós-Parto

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